quarta-feira, 9 de julho de 2008

Morte de criança gera polémica entre bombeiros e INEM

Uma criança de 5 anos morreu ontem após uma crise de epilepsia, tendo sido inúteis os esforços de reanimação efectuados pela equipa da ambulância de Suporte Imediato de Vida de Amarante.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Meã, Albano Teixeira, diz que a corporação está localizada a meia-dúzia de minutos da residência e culpa o INEM por desconhecer o terreno. O tempo perdido poderia ter salvo a criança, acusa.

Pedro Coelho dos Santos, porta-voz do INEM, diz que a SIV demorou apenas nove minutos a chegar ao local, mas o comandante diz que é impossível.

O histórico clínico de Miguel Ângelo Santos - que faria 6 anos no próximo sábado - é bem conhecido dos Bombeiros Voluntários de Vila Meã, que volta e meia eram chamados pela família, ali a poucos minutos do quartel, em Travanca.

Ontem, a criança voltou a sofrer uma crise de epilepsia, mas desta vez os familiares ligaram para o 112, em vez de, como habitualmente, recorrerem aos Voluntários. O INEM encaminhou a ambulância SIV de Amarante e a viatura médica de emergência estacionada no Hospital Vale do Sousa, em Penafiel. O comandante dos bombeiros diz que a SIV demorou meia hora a chegar ao local e considera que essa demora pode ter sido fatal.

Pedro Coelho dos Santos desmente o comandante e aponta os factos. A chamada de emergência foi feita às 20.25 horas, pedindo socorro para uma criança que sofria uma crise de epilepsia. "Não respirava nem tinha pulso". Foram accionados "de imediato" a VMER do Vale do Sousa e a SIV de Amarante. Esta última, segundo o mesmo responsável, demorou nove minutos a chegar.

"A criança tinha sofrido uma paragem cardiorrespiratória. Ao fim de 45 minutos de tentativas de reanimação, foi transportada para o Hospital de Penafiel, já sem vida", contou Pedro Coelho dos Santos.

O responsável afirma que a triagem telefónica permitiu perceber que eram precisas manobras de reanimação, com recurso a suporte avançado de vida. E que a ambulância mais próxima não foi activada por não ter condições materiais e humanas.

Jornal de Notícias

2 Comments:

At 6:13 da tarde, Blogger Fénix said...

Realmente ninguém põe cobro a essas situações. O INEM deve estar impune a lei

 
At 10:20 da tarde, Blogger NOX said...

em termos tecnicos a provabilidade de reverter uma vitima de PCR do 1º ao 4º minuto desce para 50% e que ao 6º desce para 11% ao 9º minuto, e acreditando que a ambulancia tem asas e que faz 18km em 9 minutos, se a vitima fosse reanimada teria lesões gravicimas ao nivel do sistema nervoso central... mas aos 9 minutos temos ainda que acrescentar o tempo da chamada e o tempo gasto para a activação dos meios que no minimo demoraria 5 minutos... e vao 14 minutos, qual a provabilidade de reverter a vitima??? e segundo o INEM a cadeia de subrevivencia inicia-se na chamada de socorro, passa pelo suporte basico de vida, a desfibrilhação automatica externa e o suporte avançado de vida, para quem nao sabe todos os bombeiros sao certificados pelo INEM e a sua formação tem como base o suporte basico de vida, estando os bombeiros a 5 minutos do local seria benefico que o suporte basico fosse efectuado o mais precossemente para aumentar as provabilidades de sobrevivencia da vitima mantendo o cerebro oxidenado e os restantes orgaos vitais... quanto ao suporte avançado de vida este ja se encontrava a caminho do local com a VMER de Vale do Sousa tripulada por um enfermeiro e um médico.... chega de pensarmos em guerras entre instituições e classes mas sim em sermos e acima de tudo profissionais... sr pedro coelho santos seja profissional e e pense nao em sacudir a agua do capote mas em assimur as culpas do inem em mais um caso de descoordenação de meios por parte do CODU!!!!

 

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